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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A verdadeira face do Bullying na cultura nerd



Sempre temos algum dia, ou hora em que paramos para refletir sobre algo na nossas vidas, ou algo que aconteceu, que fizemos ou que fizeram conosco. Dias atrás, na nossa aula de produção de texto, a professora entrou num assunto muito delicado e acho que muito pouco discutido ainda, principalmente nas escolas aqui no nosso país. Não posso dizer muito de lá de fora, e também não poderia muito bem me aprofundar no assunto aqui, falando sobre estatísticas ou pesquisas, mas de uma coisa eu sei: se pararmos para observar ou para escutar o que o outro tem a dizer de alguma fase de sua vida, vão ser pouquíssimas as pessoas que não vão mencionar algum tipo de discriminação que sofreram na fase do colégio. Fiquei muito surpresa quando o professor de antropologia pediu para abordarmos um pouco mais a fundo este tema na faculdade, no começo eu fiquei pensando como que eu iria falar sobre isso? Porém, conforme vou escrevendo, lembro de vários casos que li, ouvi, presenciei e até mesmo sofri. Eu sempre me pego perguntando o porquê das pessoas se incomodarem com o jeito do outro, qual o problema em ser único? Acredito que cada um de nós, é tão especial da sua forma, e eu não entendo o porquê das pessoas não respeitarem isso nas outras, "eu tenho meus gostos e você deve respeitá-los, mas você não pode gostar disso ou daquilo porque é ultrapassado e ridículo", quem nunca já se passou por uma situação assim.

Gostaria muito de saber o que leva uma pessoa a agredir a outra simplesmente por ela gostar de assistir tal seriado, ou ser fã de uma saga de livros ou até mesmo ficar jogando por horas um jogo na internet, qual o problema!?! Ao invés de julgar o que o outro faz, por que não dar uma chance de experimentar ou simplesmente ficar na sua? São poucas as campanhas que vemos contra esse tipo de atitude, falam um pouco aqui, outro pouco ali, porém, é algo que ainda está tão vago...
Um amigo do qual profere não se identificar mencionou comigo que sofria agressões na escola por gostar de  coisas no geral que as pessoas não costumam gostar, como se vestir de uma forma diferente, e quando finalmente ele tomou a coragem necessária para contar que estava sendo agredido a direção da escola, além de não resolverem seu problema, ainda teve de escutar, que ele deveria mudar de escola, pois infelizmente eles não poderiam estar tomando nenhuma providencia. Será que já não esta na hora das pessoas discutirem o quanto esse assunto é realmente grave? E afeta uma vida inteira!

Procurando mais sobre esse tema em que nós sofremos tanto nos dias de hoje, infelizmente, achei uma campanha muito boa, que foi criada por Shane Koyczan, chamada To This Days, na qual ele aborda que o bullying é algo baixo e o quanto ele afeta a vida das pessoas que nunca fizeram nada para a pessoa que o pratica! Assim que ele lançou a campanha em 2013, ele transformou um poema que ele havia feito em vídeo, que vale muita a pena conferir:





Outra campanha muito interessante, feita em 2014 para levantar a bandeira de combate ao bullying, o canal VH1 criou uma transformando a música "I Will Survive", de Glória Gaynor, numa espécie de hino em defesa da causa:



 Mas como também existem muitas pessoas que sofrem como nós e outras que se sensibilizam quando presenciam ofensas e agressões com amigos, parentes e até com pessoas que não conhecem, existe quem esteja disposto a se unir com a gente, como o caso de Juliana Costa, que nos ajudou contando do um pouco sobre o que ela fez para ajudar seu irmão que se sentiu ofendido apenas por gostar de algo que os colegas acharam ser algo de criancinha:
"Ele gosta muito de Star Wars, contou Juliana, viu todos os filmes ainda bem novinho e começou a colecionar lego star wars, chaveiros, livros, e como aniversário de criança geralmente tem um "tema", naquele ano ele resolveu que queria que o dele fosse de Star Wars. Foi tudo organizado bem direitinho, até os convites serem enviados, foi pouco antes da festa, os coleguinhas da sala começaram a incomodá-lo dizendo que Star Wars era coisa de criancinha e ridicularizar a escolha dele pro tema, ele ficou muito chateado e considerou até mudar o tema da festa, o que não ia ser possível até porque faltava pouco tempo e já estava tudo pronto. Minha mãe conversou com ele e explicou que aquilo era bobagem e tudo mais, depois eu conversei com ele e falei que tinha 2 coisas aí: primeiro que ele - e todos os amigos dele! - são crianças , então SE fosse coisa de criancinha, não tinha problema algum, e, segundo, que não era coisa de criancinha, e pra provar isso, eu postei no meu facebook uma mensagem explicando o que aconteceu e pedindo pro pessoal se manifestar dizendo se gostava de SW e quantos anos tinham. A resposta foi muito bacana, muita gente de todas as idades que se manifestou e ele viu que era realmente besteira."

Pesquisando um pouco mais a fundo sobre como arranjar um jeito de passar por isso, achei o caso de Gabriel e Victor, primeiros Brasileiros a ganharem o prêmio, App Desing Awards, da apple após criarem um aplicativo para se vingarem do bullying, é o jogo "Jump-O", no qual o personagem é uma atração minimalista, com um gráfico simples: é uma bolinha, que lembra a forma física dos inventores em seus primórdios, com um cenário quadrado, simulando uma sensação de não se encaixar na sociedade e a bolinha não pode atacar os perigos das fases, apenas fugir deles. Deve ter sido muito boa a sensação de ganhar um mega prêmio desses de uma forma tão bonita como essa! Ele foi pensado e planejado e creio que mesmo assim tiveram expectativas superadas: desde 2014, quando o aplicativo foi lançado, entrou na lista de melhores jogos virtuais no Brasil e no México e permanece nela até hoje.

Gostaríamos de encerrar dizendo que se você que está lendo aqui, sofre com algum tipo de exclusão, não fique calado, você merece ser ouvido e é tão único quanto qualquer outra pessoa e não são nossas roupas, séries, jogos que vão definir quem somos.



Nossas fontes de pesquisa para quem quiser saber de onde tiramos nossas informações:
AdnewsJovem NerdRolling stone.
E um agradecimento em especial para Juliana que compartilhou conosco a ajuda que deu ao seu irmão:
Juliana Costa.


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